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História
 
 

Com apenas 12 anos, o brasileiro Santos Dumont tinha permissão de seu pai para dirigir locomotivas de café da região e, aos 14 anos, demonstrava uma natural facilidade para lidar com máquinas e realizar pequenos reparos. Ao ler as obras do escritor francês Júlio Verne, nasceu no inventor o desejo de conquistar o ar. Os submarinos, os balões, os transatlânticos e todos os outros meios de transporte que o romancista previu exerceram uma profunda impressão na mente de Santos Dumont.

O aviador fez os primeiros voos do mundo homologados pelo Aeroclube da França de um aparelho mais pesado que o ar. Em 1901, conquistou o Prêmio Deutsch, quando em um voo contornou a Torre Eiffel com o seu dirigível Nº 6, transformando-se em uma das pessoas mais famosas durante o século XX. Santos Dumont também foi o primeiro a decolar a bordo de um avião impulsionado por um motor a gasolina. Seu mais popular dirigível, o Nº 9, era pequeno e eficiente. Três vezes menor que o Nº 6 e equipado com um leve motor de 3 HP, o Baladeuse era tão eficiente que foi constantemente utilizado por Santos Dumont em seu dia a dia, substituindo seu automóvel na locomoção entre almoços e eventos sociais.

Em 23 de outubro de 1906, voou cerca de 60 metros a uma altura de dois a três metros com o Oiseau de Proie' (francês para "ave de rapina"), conhecido como 14-Bis, no Campo de Bagatelle, em Paris. Menos de um mês depois, percorreu 220 metros a uma altura de 6 metros com o Oiseau de Proie III. Em Setembro de 1908, estabeleceu o recorde de velocidade voando a 96 km/h no ‘‘Demoiselle’’. Fez um vôo de 18km, de Saint-Cyr ao  castelo de Wideville, considerado o primeiro recorde da história da aviação.